
É de conhecimento geral que a ambição da maioria é encontrar a sua meia laranja. Aquela pessoa que nos irá complementar. A pessoa certa, com a qual iremos viver apaixonados para sempre.
Contudo, no preciso instante em que reflicto sobre esse desejo, os mais diversos pensamentos assustadores invadem-me a mente!
A minha alma gémea pode passar na minha vida como um insignificante figurante e não como a relevante personagem principal;
A minha alma gémea pode estar envolvida sentimentalmente com alguém, no momento exacto, em que o destino nos decidiu juntar;
A minha alma gémea pode estar do outro lado do planeta e nós nunca nos chegarmos a encontrar;
A minha alma gémea pode estar mesmo diante de mim e quando eu me consciencializar, já é demasiado tarde;
A minha alma gémea pode já ter aparecido e eu ter deixado-a ir, ou as circunstâncias obrigam-me a fazê-lo;
A minha alma gémea pode já ter morrido, sem eu a ter conhecido;
A minha alma gémea pode ainda nem sequer ter nascido, e quando nascer ser tarde demais;
A minha alma gémea pode nunca aparecer durante toda a minha existência;
E, na pior das hipóteses, a minha alma gémea pode não existir.
Mesmo assim, apesar de todas estas condicionantes e outras que tais, eu procuro-a incessantemente, dia após dia... Aparentemente uma luta perdida, tão improvável de acontecer, que nem vale a pena começar a vivê-la. Todavia, eu ainda acredito e portanto irei continuar à sua procura.
Inutilmente? Talvez...